sábado, 25 de outubro de 2008

13 - Amarina 30min


Esse lote foi inspirado no Lote 6 JR, que foi um lote que ficou muito bacana, uma cervejinha leve e bem lupulada.

O objetivo era obter uma cerva de OG de 32, porém esta acabou ficando em 39,5. Isso ocorreu por duas razões:
1 - eficiência acabou sendo melhor do que eu imaginava. Desta vez fiz a moagem dos maltes usando a furadeira, porém de um jeito bem sussegado, não me preocupei em triturar os grãos, deixei o moinho bem folgado, de modo a somente "danificar" sutilmente a casca dele. Além disso a moagem foi bem mais rápida deste modo.
2 - Quebrei a balança durante a fervura, assim perdi muito tempo com o caldeirão fervendo antes de dar início a lúpulagem enquanto tentava achar uma solução para o problema...

Acabei tendo que medir o Lúpulo no "Olhometro" usando "colherzinhas de sobremesa".

Segue a receita:

2500 Malte Pilsen
250g Dark Brown Sugar
300g White Table sugar
18g Columbus fervido 50 min // acabou virando 3 colheres e meia 13h25m
15g mt. hood fervido 15 min // virou 3 colheres 13h59m
Irish Moss (esqueci de adicionar, ficou sem...)
5g Mt. Hood fervido 5 min // 1 colher 14h17m
5g Mt. Hood fervido 1 min // 1 colher 14h22m
15g Saaz fervido 1 min // +- 3,5 colheres 14h22m
1 pacote de fermento S-33


Também, com o problema da balança, acabei me distraindo e esqueci de usar Whirlfloc nesse lote. Apesar disso a cerva ficou clarinha se for servida com cuidado...



Datas:


Brassagem: 20/out/2008 // OG = 39,5
Geladeira pra maturar:10 novembro foi pra geladeira
Envase: 2 de dezembro
FG = 12 / teor de álcool: 3.5% / atenuação aprox. 70%


A cerveja ficou com o lúpulo bem acentuado. Pra quem gosta de lúpulo e do amargor que ele oferece é um prato cheio. Acho que vou apelidar essa de Amarina 30 minutes inspirado nas cervas da Dogfish Head!

Por outro lado imagino que ainda tenho alguns ajustes a serem feitos no método de produção... Mas isso é outra história. Acheio o resultado bastante satisfatório.

Segue a foto da aparencia final do lote:









sábado, 13 de setembro de 2008

11.0 - Tarata

A idéia era tentar fazer uma explosão de sabor e estéreis, então foi feito uma receita usando o T-58. Única coisa "chata", foi a pouca quantidade produzida!! Só 8 Litros.

Fazer 8 litros, só 8 litros? Acho que não faço isso novamente. Muita pouca cerveja pra o mesmo trabalho de se fazer 20 ou 30 litros. Talvez fazer um mosto maior pra dividir em diferentes fermentadores? Até pode ser...

A eficiência nessa brassagem foi super baixa também - coisa de 66%. A receita calculada pra 12 litros finais ficou desse modo:

3KG Pilsen
200G Vienna
100G Carapils
150g Dark Brown Sugar
150g Corn Flakes
50g Oats (aveia)

6g Columbus (60 minutos)
13g Fuggle (15 minutos)
17g Saaz (1 minuto)

Fermento: T58

A idéia era ter uma OG mais forte, em torno de 1.064, mas esta acabou ficando em 1.058 devido à baixa eficiência. A brassagem foi feita a 66 graus por 1 hora. Ainda não foi engarrafado. Pelas contas do BeerTools, é pra ficar com cerca de 25IBUs de amargor.

Nesse lote testei usar como fermentador um garrafão de 10L de água Minalba que parece ter uma boca feita sob medida pra se encaixar um airlock. Depois pra o envase vou usar um sifãozinho pequeno que comprei na northernbrewer. Segue fotos de como fiz esse fermentador improvisado:



Data da brassagem: 28/06/2008?
Data do envase: 08/08/2008

Sobre a cerveja...

Eu gostei muito do resultado obtido, o aroma depois de coisa de uns 10 dias de engarrafada lembrava até uma Leffe. Porém.... não sei o que acontece, para infelicidade geral, parece que o aroma sumiu e foi substituído por um aroma de uva. :( - alguém sabe o que acontece!!!!!!?!

Segue a foto do aspecto final da TARATA!!





sexta-feira, 8 de agosto de 2008

12.0 - Fuggle ... Brown Ale

Esse lote espera-se que fique bacana. O Alex, arrumou um fermento líquido do tipo Enlish Ale, o WLP0002. Por isso foi tentada uma receita especial, retirada do livro Radical Brewing. A receita chama-se Old Nut Case Brown Ale. Porém só havia uma dificuldade, a bula de lúpulos, por isso, acabei substituindo o lúpulo pelo Fuggle, desse modo foi criada a Fuggle Old Nut Case Brown Ale.

A receita pra 20L ficou desse modo:


O malte English Brown Ale foi feito em casa mesmo, utilizando o método descrito no mesmo livro da receita. Basicamente espalhei o grão Pale Ale numa forma, e o levei ao forno por cerca de XX minutos a XX graus. Fui provando o grão durante o processo. É interessante notar como o sabor vai se modificando. Essa cerveja será totalmente novidade pra mim quando estiver pronta, primeira cerveja que uso qualquer outro "base malt" além do pale ale ou do pilsen. Além disso primeira cerva com fermento líquido.

A temperatura de brassagem foi 69,5 graus. O objetivo era obter uma gravidade em torno de 1.047, porém como já calculei a receita usando uma eficiência baixa, em virtude da baixa eficiencia do lote anterior, acabei dessa vez tendo uma eficiência bem alta, e obtive uma gravidade "mais pesada". Mais próxima da especificada na receita original. Isto pois, diminui a OG propositalmente pra tentar fazer uma cerveja mais leve de álcool...

Update Infeliz de 13/set:

Lote deu problema. Virou vinagre. Fermentador vai para o lixo. Repetir receita usando outro fermentador, e dessa vez se for usado novamente fermento líquido, ativar entre 24h e 40h de antecedência afim de despejá-lo já na fase de multiplicação pra diminuir chance de outros organismos indesejáveis se multiplicarem.


sexta-feira, 11 de julho de 2008

-.- Gelando Cerveja.

Assisti a um episódio dos Mythbusters na TV esses dias sobre como gelar a cerveja... Achei bacana, vou reproduzir o episódio aqui no blog numa versão com cortes(cortei os outros mitos e as propagandas...). O vídeo no final ficou em torno de 10 minutos(obs. demora uns 10 segundos pra a imagem começar a aparecer no vídeo por algum motivo obscuro...):


video


Segue um resumo dos resultados obtidos por eles:


O modo mais rápido pra resfriar um pacote de cerveja foi utilizando um extintor de dióxido de carbono. Este foi capaz de resfriar um pacote de cervejas em 3 minutos.

Porém em termos de praticidade o melhor é usar uma mistura de sal+água+gelo, tal mistura pode gelar a cerveja a uma temperatura ideal em 5 minutos. Enquanto isso, água com gelo demora 15 minutos, e qualquer outro método testado, como freezer, imersão somente em gelo, etc demorou bem mais.

Algo que eu gostaria de ver testado seria uma mistura de: água+gelo+sal+álcool. Talvez faça alguma diferença... A não ser caso o álcool já tenha evaporado por completo antes mesmo de se fazer a imersão da cerveja... DUH.

Você pode ver mais detalhadamente os resultados do episódio clicando neste link da wikipédia.



quinta-feira, 10 de julho de 2008

9.0 e 10.0 - "Extract Beer"

Demorou mas descobri a cerveja feita com extrato! Adianto que é bem mais fácil e prazeroso de se fazer.

A Handy, chegou dos EUA têm uns 15 dias e trouxe três receitas de extratos pra brincarmos. Fizemos 2 delas um dia após o outro de tão fácil que é fazer... Não precisa fazer brassagem a brassagem já vem feita. É como se fossemos direto pra a etapa da fervura!!!

Bom, vamos aos detalhes das receitas:

9.0 - Edme´s IPA.




Essa receita é uma IPA, veio nessa lata. Fiquei um pouco intrigado - veio um fermento seco acompanhando debaixo da tampa da lata sem a especificação de qual era. Porém menos mau vez que tinha data de validade.

É interessante que esse extrato já vem lúpulado. Mais mastigadinho que isso - impossível.

A instrução dizia basicamente para ferver a água, despejar o extrato, despejar uma certa quantidade açúcar, e esperar de 5 ou 10 minutos, e na sequência dar início a etapa de resfriamento... Uma vez resfriado o mosto, adiciona-se o fermento, e pronto!

A OG acabou ficando em 52, e a atenuação foi dentro do esperado.

Após 15 dias de fermentador, engarrafamos a cerveja.

Ela ficou um pouco fortinha de teor alcoólico, andei provando uma long-neck até o momento, e acho que ainda precisa de maturação, mas deu pra perceber que a qualidade ficou boa.

Data da brassagem: Não lembro... +- dia 22 ou 23 de junho...

10.0 - Newscastle Finest

Essa receita é pra ser uma Brown Ale. Se trata de um partial-mash. A Handy contou que na loja tinha um livro que você folheia, escolhe as receitas que desejar e o dono da loja mistura os extratos pra você na mesma hora.

O extrato dessa não era pré-lúpulado ao contrario da outra. A loja mandou 3 pacotinhos de lúpulos para as adições. Além disso foram usados os tais dos "Specialties Grains" junto com o famoso saquinho de muselina!!

Na realidade quem quis fazer esse lote foi a Handy, eu meio que só acompanhei. Ela acabou achando tão simples o processo que acabou se divertindo. A instrução mandava por o saco de muselina com os grãos na água por alguns minutos a uma determinada temperatura, retirar o saco, e então aquecer a água até a fervura fazendo a adição do extrato. Misturado o extrato inicia-se a bula de lúpulos com os respectivos tempos...

Segue a receita:

Extatos:
0.4L Light Malt Extract
1.9L Dark Malt Extract
0.4L Glucose

Hops:
15gr Pride of Ringwood(60min)
7gr Hallertau(30min)
10gr Willamette(5min)

Grãos:
93gr Crystal
46gr Chocolate

Fermento:S-04


A OG desse lote foi 60, um pouco acima do esperado... Mas um pouco de álcool a mais não faz mal...

Seguem duas fotos deste lote:




Data Brassagem: 25/06/2008

-.- - Refratometro Barrichelo(quebrou na largada ha ha)

Comprei um refratometro pra acompanhar melhor a brassagem, nesse lote, fui usar o refratometro pra querer acompanhar a gravidade... Por incrivel que pareça conseguir quebrar o refratometro na segunda vez que fui usar. Acho que entrou água dentro ou vapor... Se alguêm souber de alguma assistência técnica de confiança que arrume, por favor me avise.

Update de 13/09/2008:


Segue foto do aspecto da Edme's IPA(obs ainda não tenho aspecto da New Castle Finest, pois foi engarrafado ontem - 12/09) :


Sobre a Edme's IPA, diria que foi um dos melhores lotes com melhor resultado produzido até hoje. Com certeza, a cerveja em extrato facilita muito a vida, e por isso creio ser necessário melhoramento no processo do All Grain, ou talvez nas receitas, para que se obtenha uma cerveja AllGrain(do jeito que é suposto pra ser), de qualidade superior a uma extract beer.








sexta-feira, 20 de junho de 2008

8.0 - Summer Ale

A idéia era fazer algo como uma English Summer Ale, desse modo acabei formulando uma receita tentando seguir os guidelines da BJCP para uma Hybrid Blond Ale (6B). O fermento apropriado para o estilo, de acordo com as guidelines seria um fermento inglês, como o único do tipo que tinha disponível era o S-04, acabou sendo a opção.


O lúpulo para o estilo é fácil, nas guidelines é dito que qualquer variedade pode ser usada. Então acabei usando só o Columbus, uma dose de amargor no início da fervura e outra dose pequena pra o mid-boil. Usei poucos ingredientes sem misturar muita coisa pra poder ajustar melhor a receita no futuo.

Eu gostei do resultado, produziu um suave e refrescante ester de melão. Foi fermentada na temperatura ambiente entre 18C e 20C.

Segue a receita pra 25L/70% eficiência:

Data da brassagem: 27/05/2008

5.2 Ph Stabilizer (água do mosto e lavagem)
3 Kg de Pilsen
1 Kg de Pale Ale
150g Carapils (Pra tentar ajudar na espuma)
200g açúcar mascavo
400g açúcar branco
12g Columbus fervido 50minutos
6g Columbus fervido 10 minutos
1/2 Whirlfloc tablet
1 pacote fermento S-04

Lembro que costumava ter um receio do uso de açúcar nas receitas, mas desde que usei pela primeira vez, gostei muito do resultado.

A brassagem foi planejada pra ser feita a 68C mas na prática ficou assim

00 min -> Mash In, depois de uns 4-5 minutos atingiu 68C
15 min -> 68C
30 min -> 65.5C (liguei o fogo e mexi pra subir nos 68C)
45 min -> 65C (liguei o fogo e mexi até o 67C)
60 min -> Início do mash out subindo a temperatura pra 75C

A gravidade final, acabou ficando um pouco acima do imaginado, 1.0052. Mas ainda sim dentro do estilo. A FG ficou em 1.0012. Ou seja, atenuação de 76%.

Deixei ela fermentando por 5 dias inteiros no fermentador primário, passando em seguida pra o secundário, onde esta foi deixada por mais 9 dias inteiros, e então fez-se o engarrafamento. Foi usado gelatina no pré-envase pra ajudar a limpar um pouco do fermento.

Demorou bem pra carbonatar, cerca de uns 25 dias. É bastante tempo... Mas a espera valeu apena.

Segue a foto do final da fervura, do que ficou no caldeirão após o resfriamento, esqueci de tirar uma foto do aspecto final da cerveja, depois posto...




terça-feira, 3 de junho de 2008

-.- Água Sanitária / Bleach

Ok, no último encontro da Acerva, não imagina, mas vi que bastante gente usa Água Sanitária com frequência no processo de higienização. Decidi então postar minhas notas a respeito de um pod cast da rádio Basic Brewing, na qual o fundador da Star San, Charlie Talley, fala sobre o assunto. Pra quem não sabe ele é considerado um expert dos EUA em higienização/sanitização. E também sempre dá entrevistas esclarecedoras para os diversos fóruns/sites sobre técnicas sanitárias.

Abaixo seguem minhas notas pessoais, observe que coloco o tempo, onde na entrevista da onde ele faz cada observação. Desse modo fica fácil pra acompanhar e rever as informações.


00:00

1 ounce = 29.57ml // arredondando 1 ounce = 30 ml.

Talley já desenvolveu muitos sanitizantes pra indústria de limpeza, trabalhando por muitos anos com a fabricação de Bleach(água sanitária).

09:55

AVISO: NUNCA MISTURE ÁGUA SANITÁRIA+VINAGRE DIRETAMENTE, ISSO GERA GASES TÓXICOS, QUE FARÃO VOCÊ PASSAR MUITO MAL!!! Sempre adicione os produtos na água, nunca um produto diretamente no outro.

12:54

- Quando se fala em água sanitária, o que realmente interessa é o cloro contido nela, pois esse é o sanitizante.

- A água sanitária não mata nada se o PH estiver errado. Esta só começa a matar as bactérias pra valer quando atinge um PH=8. Antes disso ela é bem alcalina, e seu poder de desinfecção bem fraco. Somente quando se baixa o PH pra pelo menos algo em torno de 8 que se têm o poder de desinfecção.

- Pra chegar nesse PH, Talley recomenda a adição de vinagre na água junto com a água sanitária a fim de baixar o PH. Porém se adicionado em excesso, também não é bom, pois as substâncias que fazem a desinfecção vira gás.

16:17 - Uma boa água sanitária têm uma coloração translucida com cor variante de amarelo pra verde.

17:39 - Regra pra se comprar Água Sanitária: Quanto mais barata, melhor. Pois têm outras substâncias como o "sodium hydroxide" adicionados a água sanitária que não servem muito bem ao propósito de desinfecção realizado pelo cloro.

18:32 - Fala pra comprar garrafas pequenas de água sanitária, e sempre as mais novas, pois a água sanitária se deteriora com o tempo...

19:00 - Todas águas sanitárias tem uma concentração de cerca de 5% (ou 5.25%) de cloro e começa a se degradar assim que sai do tanque da fábrica.

Tudo o que você precisa para a desinfecção é 1 ounce pra cada 5 gallons (30ml pra cada +-19 litros).

21:00 - Algumas pessoas não têm sucesso na desinfecção com água sanitária pois elas não "esfregam", limpam o equipamento o suficiente antes de fazer a desinfecção com água sanitária. E que a limpeza é chave pra uma desinfecção bem sucedida.

21:46 - Receita pra ser usada: 1 ounce de Bleach + 1 ounce de vinagre pra cada 5 gallons (30 ml de água sanitária + 30ml de vinagre pra cada cerca de 19.5 litros)

23:22 - Tempo de contato que se deve deixar equipamento imerso? Talley coloca que 30 segundos é o suficiente se você tiver o PH certo. Porém se este estiver errado, por mais que você deixa, não terá sucesso na desinfecção.

24:30 - Re-enfatiza importancia da limpeza pré desinfecção.

28:20 - Só então começa a falar do seu produto Star San.


video

Uma técnica para se medir os "30 ml. pra cerca de 19.5 litros", seria usar uma colher de sopa(tablespoon) de vinagre e água sanitária, para cada 10 litros, vez que 1 colher de sopa teoricamente deve conter 15ml. A única dúvida ao se fazer isso pra mim é se uma colher de sopa brasileira é igual a 1 colher "tablespoon" americana, que contém 15ml. Qualquer dia derrepente tiro a medida disso. He he.

Update
ps. Hoje em dia tenho usado mais o peracéptico por ser mais prático. Além disso a preocupação é menor, elimina o risco de usar água sanitária em excesso e passar o gosto pra cerveja. Também não correr o risco de manchar a roupa!! :-)


segunda-feira, 19 de maio de 2008

7.0 - Am.PaleAle

Não só eu, mas como diversas pessoas tem percebido que em algumas levas ficou um certo aroma residual idêntico dando a impressão que as diversas cervejas diferentes, possuem o mesmo aftertaste. Existe um certo consenso por conta de quem bebeu que deve ser por culpa do lúpulo Mt. Hood que ando usando. Portanto fiz esse lote só com uma adição de lúpulo Columbus, próximo ao início da fervura. Desse modo o objetivo é confirmar se o Mt. Hood é vilão ou vítima.

Brassagem: 27/04

Foi formulada uma receita no BeerTools para American Pale Ale. Segue a receita ajustada para 14 litros:

2kg Pale Ale
1kg Pilsen Malt
150gr Açúcar
150gr Açúcar mascavo
12g Carafa III
13g Lúpulo Columbus a 50min. do fim da fervura.
Fermento US-05
PH 5.2 Stabilizer.

Foi feita a brassagem a 65 graus por 1 hora, depois foi dado início a lavagem. Dessa vez experimentei não usar a bomba de recirculação que tenho desde o 3o. lote (ainda não postei foto dela em uso, sempre esqueço, talvez um vídeo dela funcionando em breve). A idéia de não usar a bomba era observar se haveria diferença no processo, e ver se fazendo a lavagem/recirculação mais lentamente com uma jarra, eu não conseguia economizar algum tempo. Mas.... o que acabou acontecendo: me limitei a gastar coisa de 1h nesse processo(pois querendo ou não acho que a lavagem é a parte mais chata de fazer cerveja). Aconteceu que acabei obtendo muitos resíduos de malte no mosto pré-fervura. Feita a lavagem, procedimentos normais ao meu método atual...


Update 09/05

Hoje já fazem 12 dias. A camada de espuma grossa(krauesen) já se dissolveu porém estou achando muito estranho que o fermento não quer descer pra o fundo do fermentador...


Update 12/05

Decidi passar a cerveja pra o fermentador secundário, livrando o lote de todo esse fermento estranho que não tá descendo de jeito algum.

Update 15/05

Cansei de esperar. Decidi engarrafar. Também quis testar a técnica da gelatina, que consiste em usar aquela gelatina pura pra ajudar o fermento ir pra o fundo do fermentador, e depois engarrafar. A FG desse lote foi 1,0010. Atenuação de 77%. Foi utilizado a técnica do azeite nele.

Update 22/05

Abri a primeira garrafa, a gaseificação já tá legal, usei coisa de 9 ou 10 gramas de açúcar por litro. Acho que ficou legal de gosto, talvez um pouco sem personalidade. Mas mesmo assim tá bem legal. Cheguei a ficar preocupado com ela estranhando o fato do fermento não descer, porém acho que foi preocupação boba. O resíduo do malte da lavagem nessa técnica diferenciada que usei dessa vez acabou passando para a garrafa, mas nada que com um pouco de técnica dê pra deixar na garrafa sem levar pra o copo. Segue a foto final da cerveja:



domingo, 18 de maio de 2008

5.1 - Pale Ale... Gaseificação Sofrida

4 de maio:

Ok. Há alguma coisa de errado com a gaseificação. Faz mais ou menos um mês que esse lote foi engarrafado e ainda tá muito fraco de gás. Ando acompanhando o desenvolvimento dela e tá evoluindo muito lentamente. Vou deixar esse lote encostado, daqui dentro de no mínimo 2 semanas ou talvez até somente daqui 1 mês vou mexer nele novamente pra ver como fica.

No que experimentei, parece que a cerveja ficou com um aroma de cereal forte. Vamos ver o que acontece.

18 de maio:

Carbonatou, não tá jorrando da garrafa, mas agora têm gás, em quantidade ok. O aroma de cereal não percebi mais. Acho que evoluiu bem, tá ficando legal! Segue no post a foto do aspecto dela.


sábado, 17 de maio de 2008

6.1 - Belgium Ale update

Data: 14/04


Depois de mais de 1 mês maturando no secundário, engarrafei esse lote. Provei um pouco, dele, mesmo sem gás, realmente, o mel parece esconder totalmente o lúpulo(já havia usado um pouco a mais de lúpulo na formulação da receita vez que já havia sido alertado pra isso...), ta parecendo um licor de gosto muito agradável. Vamos ver como vai ficar com a evolução na garrafa... a FG ficou em 20. Atenuação de 76%. Teor alcoólico 8.3%. Segue a foto do fundo do fermentador secundário ao fim do envase. Ta meio misturado o resto, pois acabei sacudindo o fermetador, vez que já havia terminado o envaso aí misturou o trub... Mas o que quero dizer é que percebi que usar um secundário ajuda muito a tirar o excesso de fermento da cerveja pra deixar ela mais clarinha. Meus primeiros lotes não tiveram o secundário, e ficaram bem turvos por conta do excesso de fermento "boiando". Além disso é bacana por umas 30h antes de engarrafar o fermentador secundário na geladeira, pra ajudar o fermento baixar mais ainda.



ps. o lote JR, ficou bacana, porém super lupulado. Já o engarrafei a várias semanas. O cheiro é "chá de lúpulo" haha. Mas pra quem curte cerveja tá boa, algumas pessoas deram um feedback que gostaram. Mas realmente que ficou cheia de personalidade o chá de lúpulo, isso ficou :-)

ps2. O lote JR, não têm absolutamente nada a ver com o lote 6 original a cor é bem clarinha. Totalmente diferente. Embora tenham sido frutos da mesma extração, uma com alta gravidade(original) e outra(JR) com a "sobra" do lote mãe adicionada a esta um pouco de açúcar. Além disso, a lupulagem diferenciada deixou bem aromática a cerveja. O lote júnior ficou com 3.8% de álcool. Gostaria de ter uma foto da Belgium Ale pra mostrar, porém como ainda não me atrevi abrir alguma garrafa dela, segue por hora somente a foto do aspecto do lote 6-Júnior:




quinta-feira, 24 de abril de 2008

-.- - Livros

Andei comprando alguns livros interessantes sobre homebrewing:


Até o momento eu já li o Joy of Home Brewing inteiro, achei muito interessante, ele tira várias dúvidas bobas, e dá várias idéias de ingredientes, fala até em usar "Rapadura" na cerveja hehehe... Só que ele lhe leva pelo aprendizado tradicional do pessoal dos EUA "1o. Extract", "2o. Partial Mash", "3o. All Grain". Livro muito bacana!

O Radical Brewing to no meio dele, esse é fantástico dá muitas idéias de receitas, além de dar um conhecimento teórico e histórico muito bacana... "Várias dicas radicais"...

O Brew Like a Monk, só dei "uma olhada" até o momento, depois falo dele...

Mas é isso aí. Acho altamente recomendável a leitura desses livros... Vale apena. Comprei no Amazon, e pra quem não sabe, livros são isentos de imposto de importação. Então você paga mesmo só o livro e o transporte. :-)

quarta-feira, 2 de abril de 2008

6.0 - E o 6.0Jr...

Então nesse lote idéia era obter uma cerveja de alto teor alcoólico e que tivesse alguma coisa de belga nele... Derrepente tentar até fazer com que ela se encaixasse em algum estilo belga. Pra isso a receita foi formulada no BeerTools, sob as indicações para uma "Belgian Dark Strong Ale".

Não sei até que ponto somente as indicações preliminares de OG, cor, atenuação, amargor são suficiêntes para fazer uma cerveja se encaixar no estilo, mas mais que isso, tenho achado que o desempenho do papel do fermento nisso é essencial. Acho que fica difícil tentar fazer algo sem o fermento considerado ideal para tal estilo. Mas de qualquer forma acabei lendo em um determinado site que o Safale S33, é indicado também para cervejas dentro de um padrão belga, então vamos mandar ver...

A receita pra 20L ficou desse modo:

7KG de malte pilsen
1KG de malte Pale Ale
1KG de Açúcar mascavo adicionado na brassagem
250G de Açúcar de mesa(sucrose) adicionado na brassagem
500g de Mel de Laranjeira adicionado no início da fervura

19g Columbus 50min
10g Mt Hood 15min
5g Mt Hood 10 min

Safale S33

O IBU ficou em 28, um pouco acima pra o estilo, mas li em algum lugar que o mel esconde um pouco o lúpulo, então, dei usei uns 20% a mais do máximo. Quanto ao Mt. Hood, não sei se acabei exagerando no aroma, vamos ver quando ficar pronta.

A brassagem foi feita a 67-66 graus, depois a temperatura foi elevada pra 74C afim de facilitar o sparging.

A OG ficou em 82.

Coisa de umas 15-16 horas depois a fermentação já estava mostrando sinal de atividade intensa e havia um krauser muito bom formado. Também foi utilizado a técnica do azeite nesse lote. E o fermento não foi re-hidratado, foi depositado direto na superfície do fermentador.

Lote 6JR

Foi extraído tanto açúcar nesse lote, que deu pra fazer um lote "junior" com o excesso de extração que decidi fazer um segundo lote com o excesso do lote 6, chamando-o de lote "6JR". Depois de extraído cerca de 30L do malte, vi que a extração ainda saia com uma gravidade razoável, continuei extraindo até chegar em 1.0009. Na sequência tinha uma gravidade desse "complemento" de extração de 32. Aumentei um pouco a gravidade dessa "extração grátis" adicionando 750G de açúcar cristal no junior pra aumentar a gravidade, pra algo mais legal.

No final das contas acabei fazendo "2 lotes" numa brassagem só. O primeiro tem tudo pra ficar bacana, já o segundo não sei como vai ficar, é mais um experimento de uma possível falsa IPA... Esse segundo dei uma "lúpulada turbo" nele pra experimentar.


Data de Brassagem: 30/03/2008


(Atualização)

Hop bill lote 6Jr:

15g Columbus 60m
7g Columbus 30m
15g Mt Hood 15m
10g Mt Hood 5m
obs. acho que 32 foi a OG final. to em dúvida.


5.0 - Lote 5

OK,


Aqui vamos nós pra mais uma Ale, vamos ver se conseguimos aperfeiçoar um pouco a receita do lote 4...

Nessa receita, peguei umas idéias da internet, e acabei experimentando com o US-05, no lugar do T-58, que dizem ser esterificado em demazia caso você não tenha um sistema de controle de temperatura pra fermentação...

A receita acabou ficando da seguinte maneira:

4KG Malte Pale Ale
460G Milho em flocos (corn flaked)
200G Carapils
25G Cevada não malteada
25G Carafa III

9G Columbus 60min
17G Mt. Hood 15 min

Safale US-05

Foi feita uma infusão simples a 66C, feito o teste do iodo a temperatura foi elevada pra 74C e foi dado início a lavagem do mosto, sendo utilizado PH 5.2 Stabilizer na água da lavagem.

Na sequencia foi feita a fervura do mosto, adicionado o lúpulo, e no fim, inaugurado o chiller de placas!! Putz... Essa belezinha de chiller é muito boa!! Faz milagre!! A água entra a 100C e sai a 20 graus do outro lado se eu abrir a torneira da água de resfriamento com força... Mas como o objetivo não é resfriar em excesso, resfriei pra 27C, e o mais legal ainda é o thrumometer mostrando a variação da temperatura conforme ajustava a torneira na mesma hora!! Com esse aparato, o homebrewing fica muito mais empolgante, e ainda por cima, acho que dessa vez tive um cold break... pois com o chiller que usava antes... ficava difícil heim.

Segue a foto abaixa do chiller de placas e do thrumometer(clique em cima para ampliar).



Resfriado o mosto o fermento foi adicionado, e em coisa de 12 horas depois já havia uma boa formação do krauser(4 dedos de altura). Não aerei, usei a técnica do azeite. To vendo que esse negócio do azeite funciona pra valer...

Segue a foto da camada de espuma do lote cerca de umas 12 horas depois:



(Atualização)

A OG desse lote acabou sendo 1.0047. (Pré fervura era 1.0042, então a fervura reduziu em 5 pontos a gravidade).


Data da brassagem : 29/03/08

segunda-feira, 31 de março de 2008

3.1 - Dunkelbier


Hehehe quem diria que meu lote 3 iria acabar virando uma falsa Dunkel...

Pois é isso que aconteceu, o excesso de CARAFA III foi o grande vilão responsável por isso. Mas o importante é que dá pra ver alguma evolução em relação aos lotes anteriores.

Engarrafei ela no domingo (dia 15/03), como priming acabei usando açúcar 8g por litro. Hoje já é dia 19, já tá com um gás bacana. Segue a foto da aparencia final desse lote!!


Esse lote teve um certo probleminha. A fermentação "travou", mesmo sacudindo o fermentador, nada de ir pra frente. Então acabou ficando um pouco doce.

Porém depois de 15 dias, parece que tá melhor, menos doce, e dá pra sentir mais o lúpulo, acho que a vida na garrafa tá evoluindo.

quarta-feira, 19 de março de 2008

4.1 - Super Aroma

A satisfação desse lote foi muito boa! Definitivamente, consegui obter algo que gostei muito!! A atenuação foi ótima, coisa em torno de 83% de acordo com o BeerTools!! Pra mim e pra a maioria das pessoas o gosto ficou muito bom! A cor tá dentro do padrão. Fiquei muito contente com esse último lote!

O lote foi engarrafado na segunda feira (17/03), hoje 19/03 abri uma. O gosto tá maravilhoso, embora ela ainda esteja fraca de gás. Nada que mais uns 3 ou 4 dias não resolva...

O aroma da cerveja tá muito bacana também, e dá pra sentir melhor os sabores pelos quais o fermento foi responsável. Alguma pessoas (principalmente o pessoal da Acerva achou muito esterificada, e pelo visto não gostou muito da turbidez também). Mas afinal o objetivo é homebrewing, e não professional brewing.

Acho que a turbidez pode ser explicada pela falta de um chiller bom e pela falta de baixar a temperatura antes de envazar... Talvez no próximo lote já vou aperfeiçoar isso. Principalmente com o chiller de placas(Shirron) que comprei mas não instalei ainda...

Nesse lote acabei usando a técnica do azeite na hidratação do fermento. Acredito que isso deva ter ajudado em muito na atenuação!! Na verdade se trata da minha melhor atenuação até o momento, que como já disse foi coisa de 83%. De teor alcoólico ela acabou ficando com 4.8 %

Ahh nesse lote eu também estou fazendo um experimento! Engarrafei 50% dele usando como priming açúcar branco, e outros 50% usando alta maltose. Quero fazer depois uma degustação pra comparar a diferença no sabor/aroma.


obs. A foto podia ficar melhor... Acho que esse copo não ajuda muito...

quarta-feira, 5 de março de 2008

4.0 - Brown Ale T58

2 de Março

Ok, preciso dar um jeito de otimizar a produção de cada lote. Cada lote pra se produzir ultimamente demora um bocado... Perco um tempão pra esquentar a água usando fogão doméstico, assim como pra resfriar usando um chiller de imersão. Esse chiller de imersão que eu comprei, definitivamente, acho que não valeu muito apena não. Demora demais pra resfriar. E ainda por cima quando chega a uns 35 - 40 graus ele meio que deixa de funcionar. Isso sem falar que têm que ficar mexendo ele o tempo todo senão ele não funciona.

Outra coisa que demora é a lavagem. Se alguem tiver alguma técnica/sistema bacana pra otimizar isso, me avisa!!

Nesse lote, quis fazer uma cerveja mais dentro do estilo Brown Ale. O lote 3, embora o BeerTools acusasse tá dentro das características em termos de cor/gravidade/amargor, ele não indica se um grão se encaixa no perfil de sabor daquele estilo ou não. Dessa vez fiz o download do guia da BJCP e dei uma lida. Ela descreve o sabor do estilo Northern Brown Ale da seguinte forma:

Gentle to moderate malt sweetness, with a nutty, lightly caramelly character and a medium-dry to dry finish. Malt may also have a toasted, biscuity, or toffee-like character. Medium to medium-low bitterness. Malt-hop balance is nearly even, with hop flavor low to none (UK varieties). Some fruity esters can be present; low diacetyl (especially butterscotch) is optional but acceptable.

E em termos de ingredientes:

English mild ale or pale ale malt base with caramel malts. May also have small amounts darker malts (e.g., chocolate) to provide color and the nutty character. English hop varieties are most authentic. Moderate carbonate water.

Depois de ler uma descrição dessa e pensar peraí como obter isso... é complicado. Primeiro que não tenho malte pale ale em meu estoque, o caramelo e o chocolate até tenho alguns grãos. Decidi que o negócio era compensar com mais maltes do tipo caramelo.

Como da pra ver se trata de uma cerveja mais delicada, nada comparável ao lote 3 com 150 gramas de CARAFA III pra 20 litros. Esse grão imprime sabor e cor em demasia, têm que usar com cuidado nesse estilo.

Desse modo a receita do lote 3 acabou evoluindo pra seguinte forma:

4kg Malte Pilsen
300g Melanoidina
300g Carahell
250g Caraaroma
25g Carafa III

16g Columbus 40min antes do fim da fervura
16g Mt.Hood 10 min antes do fim da fervura
5g Mt.Hood 5 min antes do fim da fervura


Infelizmente aqui no Brasil não temos a variedade de grãos pra homebrewing encontrados em outros lugares, o que torna mais difícil obter o estilo desejado, então acaba sendo necessário se trabalhar com o que se tem disponível.

A brassagem foi realizada a 68 graus com algumas quedas próximo ao final até 65. E teve duração de 90 minutos.

Dessa vez fui paranóico com a temperatura pra não deixar sobreaquecer. Principalmente no final do processo em que a temperatura começa a cair, e acaba sendo necessário ligar o fogão, tendo que mexer bastante o caldeirão. Se vacilar cria com facilidade alguma "zona de calor diferenciada" no fundo do caldeirão!!

Na foto acima da pra ver meu novo termômetro. Um termômetro digital estilo sonda. Ele mede a temperatura na ponta, e a vantagem dele é que ele consegue chegar no fundo do caldeirão e mostrar a temperatura lá em baixo... Nessa foto dá pra ver que já tava mais no final da brassagem vez que já tava na hora de dar uma aquecidinha no mosto.

A relação de água usada em relação a quantidade de cereal foi de 2.5L de água pra cada 1 Kg de cereal. Acho que pra usar a bazooka facilita trabalhar com um mosto de maior densidade. No próximo lote vou baixar um pouco mais isso para algo como 2.2 a 2.4.

Feito o mosto, hora da recircualação/lavagem. Minha bazooka caseira dessa vez deu um pouco de trabalho. To achando que ela tá um pouco comprida demais e a ponta dela fica querendo "boiar" - principalmente nesse lote em que mexi bastante nas vezes que liguei o fogo. Esse "mexe-mexe" é ruim pra Bazooka. Acho que vou diminuir o tamanho dela. Embora ela ainda esteja funcionando super bem apesar desse pequeno inconveniente. No momento a técnica que estou usando é de batch sparging. Não sei se derrepente fly sparging é mais rápido também... embora eu acho que deve ser preciso mais apetrechos.

Foram extraídos no total 30 litros de mosto. Este por sua vez foi fervido por pouco mais de 2 horas até esse volume ser reduzido pra algo em torno de 21 litros. Os lúpulos foram jogados no tempo programado também. Só esqueci de jogar o whirlfloc no final do processo pra ajudar a deixar o mosto mais limpinho. Mas tudo bem, não é o fim do mundo.

O resfriamento durou horas... Depois o mosto foi transferido pra a tina de fermentação, porém ainda tava quente. Em torno de 36 graus... Só depois de umas 2 ou 3 horas, ele diminuiu a temperatura pra coisa de 28 graus, quando o starter foi posto.

Hoje já é dia5, segue a foto de como tá indo a fermentação, o cheiro é sensacional!!

domingo, 2 de março de 2008

-.- - Azeite vs Aeração

Tem havido certa euforia em alguns fóruns sobre o uso do Azeite no lugar da aeração do mosto, ainda não testei isso mas pretendo logo em breve... Pra quem se interessar mais pelo assunto pode ler esse tópico no fórum da NorthernBrewer.

Também têm esse outro link de um experimento que fizeram comparando 2 lotes lado a lado, porém o cara acaba esquecendo de por água suficiente no AirLock do fermentador que tá com o azeite. Mas mesmo assim dá pra ter uma idéia que indica que o azeite da pra ser usado como um substituto ao processo de aeração.

Existe ainda, uma dissertação da qual tomei conhecimento através de um post do Ricardo Rosa no fórum da Acerva carioca, que se trata de um estudo sobre a substituição total da aeração pela adição de azeite.

Em linguagem simples: de acordo com o Geronimo do fórum da Northern Brewer, o que ocorre é que o azeite fornece as cadeias moleculares que o fermento precisa pra se multiplicar sem a necessidade que este tenha de fabricá-las por conta própria. Desse modo o oxigênio deixa de ser necessário para a fase de crescimento do fermento.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

3.0 - Brown Ale US05

Esse estilo é o estilo da New Castle, que se trata de uma cerveja que aprecio muito. Porém todas as receitas da internet que a reproduziam exigiam um determinado fermento líquido, que dizem ser o elemento principal pra essa cerveja. E que não é disponível pra venda aqui no Brasil. Talvez importe ele no futuro pra fazer um lote.

Portanto acabei decidindo usar o BeerTools e me preocupar em fazer somente uma cerveja dentro desse estilo.

Usando os ingredientes que tinha disponível, a receita pra 20L acabou ficando dessa forma:

300g Carahell
250g Melanoidina
300g CaraAroma
150g Carafa
3.8kg Malte Pilsen
16g Lúpulo Columbus(15%) 40 minutos antes do fim da fervura
16g Lúpulo Mt.Hood (5%) 10 minutos antes do fim da fervura
Fermento Safale US05

No BeerTools, ela acabou se adequando desse modo:


Na verdade esse screenshot foi do resultado final que obtive, a gravidade prevista originalmente era de 1.048, porém acho que a eficiência acabou sendo melhor do que eu havia previsto, e obtive 1.0050.

Bom vamos ao processo...

Foi usado um método de infusão simples a 69 graus. Porém dessa vez, foi colocado apenas 10 litros de água pra fazer o mosto. Dá pra ver que ficou bem denso. Dava até pra espetar o termômetro e deixá-lo lá. O fato de usar somente esses 10L de água acho que deve ter ajudado bastante na eficiência pra fazer a lavagem...

O BeerTools preveu que para fazer a mistura do cereal, e atingir a temperatura de 69 graus, a água deveria estar a 76 graus. A água foi aquecida a esta temperatura, o fogo desligado, e o cereal misturado. Passado algum tempo a temperatura tava muito próxima disso, e foi uma questão de rápidos ajustes o fim do processo de fazer o mosto.


Terminado o tempo de infusão, foi feito o teste do iodo que já não mais mudava significativamente de cor, confirmando assim que o amido havia sido convertido pra açucares.

Então foi dado início a recirculação/lavagem do mosto. Esses 10 litros foram recirculados a fim de filtrá-lo. O resultado foi muito impressionante, realmente ficou limpo. Segue a foto da primeira extração:


Após essa extração acabou sendo usado 25 litros de água para fazer 5 lavagens com 5 litros de adição por lavagem. Ao final da lavagem foi obtido cerca de 29 litros de mosto para ser fervido. A última lavagem apresentou gravidade de 1.0008.

A fervura durou 90 minutos. Os lúpulos foram adicinados no tempo planejado, e após isso o mosto foi resfriado.


Resfriado o mosto, o fermentador foi posto alinhado com a válvula extratora do caldeirão e enchido.


Fermento foi posto logo em seguida e o fermentador guardado.

Com esse lote, coloquei em prática o processo de recirculação/lavagem do mosto. Fiz uso da Bazooka caseira, e vi que o resultado do processo foi melhor que o do lote 1 e 2. Pelo que calculei brincando no BeerTools, imagino que minha eficiência nesse lote tenha sido coisa de 78 a 79%.

Agora fica a expectativa pra ver se a fermentação vai terminar com a gravidade dentro do esperado também! Mas mais importante que isso, que tenhamos um gosto bom!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

-.- - Fazendo um Bazooka Screen

OK! Consegui finalmente fazer um "Home made Bazooka Screen". Deu trabalho... Não ficou do jeito planejado originalmente, mas o que importa é que funciona, e têm qualidade!!!

Antes de tudo, tive que desmontar a válvula extratora do caldeirão e recolocá-la. Pois, quando da primeira montagem, não havia deixado rosqueamento pra dentro da panela de modo que desse pra encaixar qualquer coisa. Pra minha surpresa, os "o-rings" (borrachinhas de vedação) estavam em perfeito estado. O que me poupou ter que procurar outros - "o-rings" pra envolver um tubo de 3/4 de polegada. Parece ser bem difícil de se achar o-rings nessa medida.

Vou descrever passo a passo pra quem esteja querendo fazer uma "D.o I.t Y.ourself Bazooka"...

1 - Fui num depósito de construção e comprei 2 tubos flexíveis envoltos por manta de aço. Tomei o cuidado de achar um que estava com a manta bem feitinha e alinhada. Tinha alguns desses tubos bem "meia boca"...

2 - O que realmente precisava fazer, era tirar o miolo de borracha. E esta foi a tarefa mais difícil que enfrentei. O objetivo inicial era retirar o miolo de borracha fazendo uma desmontagem pacifica da peça. Ou seja desencaixando-a. Mas isso se revelou impraticável. Acabei tendo que apelar pra força bruta do alicate cortando a peça em uma das extremidades e deixando a desse modo:


3 - Não tinha a menor idéia como ia fazer pra tirar o tubo de borracha. Até que depois de alguns dias sem mexer nisso, decidi simplesmente puxar com força bruta o miolo. Peguei um alicate, descasquei mais um pouco a extremidade vista na foto acima. Segurei no pé a extremidade rosqueável, e comecei a puxar com o alicate essa borracha. Puxava com força, e nada de retirar alguma parte da borracha. Ela somente esticava. Até que para minha surpresa depois de algum tempo de força bruta, escutei um "crack" lá em baixo e a borracha soltou bem na extremidade. Melhor que encomenda. Imaginava que ela provavelmente quebraria ao meio ou em algum outro lugar. Mas acabei dando uma sorte boa - pensei.

4 - Feito isso, usei uma tesoura velha para cortar a outra extremidade "detonada". A amassei, e fiz uma dobra para "fechar" a manta.



5 - No final das contas, no caldeirão, tinha um cano com encaixe macho rosqueável de 3/4 de polegada no caldeirão, enquanto na manta, tinha uma conexão macho de 1/2 polegada. Eu havia comprado um conector em T pra encaixar no caldeirão que iria funcionar, porém como esse não era mais meu plano, tive de comprar uma luva de redução(acho que é esse o nome) em inox de 3/4 pra 1/2 polegada, e nessa, ainda encaixar um adaptador em inox(se não me engano o nome é niple) pra conseguir encaixar o Bazooka caseiro. Veja na foto abaixo como ficou o resultado.


Enquanto escrevo esse post, na verdade já testei o Bazooka (ontem) fazendo o lote 3. Funcionou de modo perfeito. Ele reduz em um bocado o fluxo da válvula extratora mas não entope pra fazer a filtragem/lavagem, funcionou muito.

O único problema foi na fervura/resfriamento*. Acontece que quando se manda o líquido do caldeirão pra o tanque de fermentação, próximo ao fim do processo, quando o caldeirão ainda têm uns 2 litros, o lúpulo(em pellets) começa a entupir o Bazooka. Mas acho que a solução disso é comprar um saquinho pra lúpulo para usar na fervura. Ou até retirar Bazooka da panela antes da fervura.

* ps. uso chiller de imersão, por isso essa etapa pra mim é após o resfriamento...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

2.2 - Lote 2 - Degustação

Imaginei que o lote dois ficaria melhor que o lote 1. Infelizmente não foi esse o caso. Se o lote 1 já era amargo, mas até aí um amargo aceitável pra tomar, o lote 2, por sua vez ficou amargo difícil de tomar. Resumindo, não gostei. A FG ficou em 20, ou seja, acabei obtendo pra o segundo lote uma cerveja com 5% de álcool. Ponto positivo pra o lote 2 foi só mesmo na capacidade de reter o colarinho.

Procurei pesquisar sobre esse problema de amargor, identifiquei algumas possíveis causas... Porém, na verdade, eu não sei nem quantas gramas e nem o tipo de lúpulo que foi usado no lote 1 e no lote 2. O kit não especificava nada nem lúpulo e nem cereal, só sei o fermento que foi usado e olha lá.

Pra o próximo lote, já estou me organizando melhor, nada de kits. Ainda mais agora que decidi usar o programa BeerTools. Pelo que vi esse programinha ajuda demais a preparar receitas dentro do estilo de cerveja que se quer obter. Da até como deve ser a brassagem, muito bom esse programa. Acho que vale apena comprar esse programa. Pra o próximo com certeza, vou programar tudo nele.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

2.1 - Envasamento - lote 2...

Como tinha no barril cerca de quinze litros (12 tirando o trub) de cerveja pra engarrafar, e tinha uma cervejinha um pouco mais forte de teor alcoolico, decidi usar as long necks de 330ml pra engarrafar.

Desastre! Logo na segunda garrafinha a máquina de tampinhas quebra... Não vou nem dizer o quanto esse tipo de evento atazana o andamento da coisa. Engarrafar já é chatinho, ainda mais quando quebra a máquina depois de já ter enchido todas as long necks... Não sei se essa quebra se deveu a fato de eu querer usar garrafinha pequenas. Mas o fato era que tanto a primeira garrafinha quanto a segunda, depois de por a tampinha acabava dando trabalho para desencaixa-las da máquina.

AINDA BEM que tinha garrafas PETs o suficiente, e foram elas que me salvaram!!!!

Terminado o processo, e a dor de cabeça causada pela quebra da máquina, no dia seguinte as garrafas PETs já exibiam evidencia de pressão dentro delas. Hoje já fazem 3 ou 4 dias que foram envazadas... Hoje ou amanhã abro uma.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

1.6 - Primeiro Lote Pronto

É isso aí... 1o lote tá pronto... Abri a primeira garrafa 3 dias depois de envasada, já tinha um pouquinho de gás, aí esperei mais 2 dias e ela já ficou bacana de gás, já tava dando pra tomar, como uma cerveja de verdade!!

Agora já fazem 7 dias, tá espumando bem legal, o gosto ficou amargo, mas dá pra relevar. E o teor alcoólico imagino que em torno de 2% ou 3%(não tenho certeza devido ao problema de quebra do densímetro quando tava fazendo esse lote).

O gosto ficou bem encorpado, a coloração de um dourado intenso e turvo. Acho que isso deve se dar ao fato de que eu não a filtrei e nem fiz a lavagem....

Na verdade acabou ficando melhor do que eu imaginava do que minha primeira leva ficaria... Embora tenha ficado um amargor além do que é desejável em uma cerveja.

Veremos o segundo lote daqui alguns dias...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

1.5 - Lote 1 - Maturação e Envasamento

Ontem completou 14 dias desde que o lote 1 foi feito e 11 dias desde que recebeu o reforço de fermento.

Obtive nos últimos dias as seguintes medições de gravidade:

Sexta feira 01/02 -> 13.5
Domingo 03/02 -> 11.5
Terça Feira 05/02 -> 11

Concluí que a fermentação já estava estacionando, tinha a intenção de por pra maturar na geladeira a 4 graus, mas infelizmente, ao contrário do que imaginava... Não consegui obter espaço o suficiente pra guardar a tina de fermentação!! No final das contas, decidi que ela não iria pra geladeira e sim, direto pra garrafa, vez que também acabei achando muito pouco o deslocamento de 11.5 pra 11(se é que realmente ocorreu...).

Fervi o priming, esperei que resfriasse até uns 30 graus e o despejei bem lentamente dentro da própria tina de fermentação afim de evitar que levantasse o trub(sedimentos), aguardei umas 2 horas e comecei a encher de cerveja as garrafas previamente higienizadas em uma solução de água sanitária por cerca de 1 hora.

A máquina de tampinha meio que dá um pouco de trabalho, mas não foi difícil, só acabou sendo meio chatinha pra montá-la pela 1a vez mesmo.

A baixo postei o que restou na tina de fermentação... nossos amiguinhos no fundo... Uma paisagem não muito simpática, porém se não fosse por eles... não teríamos a tal da breja!! :-) A direita o densímetro marcando 11 de gravidade.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

-.- - Aprendendo o Bê-a-Bá

Bom, percebi que até agora meus maiores problemas foram relacionados a extração/lavagem do mosto.

No caso do lote 1, sua OG ficou extremamente mediocre, e isso foi causado pois eu completei o mosto com água em excesso na hora da fervura, sem me preocupar com a diluição dos açucares que isso causaria. Além disso acabei concluindo que havia algo errado com o meu fermento. Depois de ter feito o lote 2, observei o comportamento vigoroso do fermento dele e com isso conclui que tinha algo errado com a fermentação do lote 1. Então fiz um repitch(coloquei mais fermento), porém como não tinha mais do mesmo fermento, usei o Safbrew S33 que foi o mesmo tipo que havia usado no lote 2. Achei uma pena não ter o mesmo fermento, porém fiz isso após ler em um ebook que peguei que têm gente que experimenta com vários fermentos em diversos estágios da fermentação - não que eu queria experimentar... mas acabou sendo necessário. Passado umas 12 horas, o lote 1 finalmente se encontrava em atividade. Veremos no que vai dar.

No caso do lote 2, adicionei muita pouca água durante a fervura, mesmo só pra repor aquilo que ia evaporando. A válvula de extração ajudou demais a facilitar pra tirar o mosto da panela. Além disso, preferi jogar o starter na tina de fermentação numa temperatura mais abaixo do recomendado, do que uma acima, afim de evitar matar o fermento.

Por outro lado, ainda no lote 2, a extração do mosto da parte do bagaço, foi complicada. Descobri que deveria ter feito uma lavagem do mosto. Como isso? Pelo que entendi, quando se vai fazer o mosto não se deve colocar a quantidade de água total que quer se obter(até pode, mas aparentemente o pessoal põe menos, só o suficiente mesmo), ao invés de por 20L ou 22L inicialmente, deveria ter posto uns 14L pra fazer o mosto...

Uma vez o mosto feito, ao invés de extrair este diretamente filtrando só com a peneira, deveria ter recirculado o mesmo afim de dar um aspecto mais cristalino. Acontece que pra isso eu preciso do fundo falso, ou de uma Bazooka, que nem a do Marcelo Rosa. E antes mesmo de começar essa recirculação já deveria ter uns 10 ou 14 litros de água no total, esquentando em outra panela pra fazer a lavagem do mosto(77C ou 78C).

A recirculação pode ser feita com auxílio de uma bomba de máquina de lavar roupa adaptado com mangueiras, ou manualmente, com o auxílio de uma caneca, drenando pela válvula extratora o mosto e *lentamente* devolvendo-o a penela. Como o mosto vai saindo cada vez mais limpo, chega uma hora em que ele fica cristalino.

Uma vez cristalino o mosto(quando se olha pela mangueira, ou pra caneca, e o líquido tá fluindo mais limpo), vira-se a mangueira(ou a válvula da panela) pra outro caldeirão e esvazia-se a tina de cozimento.

A partir daí, prossegue-se ao sparging/lavagem do mosto. Deve-se jogar algo entre 5 a 7 litros da água quente no caldeirão que tá com o bagaço, e recircular um bucado pra lavar o bagaço afim de se extrair o máximo possível de açucares. Depois de um tempo deve-se desviar o fluxo pra o outro caldeirão novamente, e repete-se o processo com o restante da água quente.

Pode ser que a quantidade de mosto que vai pra a fervura, será uma quantidade bem superior ao que se deseja obter, e com uma OG inferior ao que se vai obter depois que a água evaporar... Mas nesse método com certeza eu teria obtido no 2o lote, uma quantidade bem superior aos miseráveis 14L que vingou, e ainda com uma OG boa.

Na figura ao lado, emprestada do artigo do Guilherme Santi, dá pra ver uma ilustração do processo de recirculação. A ilustração mostra basicamente uma lautering-tun que nada mais é do que um esquema que utiliza a própria parte sólida do mosto como filtro. Como a bomba puxa o mosto por baixo do fundo falso, este vai jogando as partículas mais finas na superfície, que por sua vez não conseguem descer, pois o mosto atua como uma cortina que cada vez mais deixa passar só liquido.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

-.- - Checagem lote 1 e lote 2.

Ontem no fim da tarde, chequei o lote 1 e 2. Lembrando que o lote 1 havia sido feito na última terça feira, ou seja, 6 dias atrás, e o lote 2 no sábado, 2 dias atrás.

O lote 1 continua na mesma, igualzinho a foto do aspecto dele de uns 2 ou 4 posts atrás.

O lote 2 por sua vez parece que tá fermentando legal conforme a foto a seguir, embora ainda não veja bolhas sendo espelidas pelo Air-Lock.






segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

2.0 - Segundo Lote

Sábado, dia 26, fiz meu segundo lote. Dessa vez comprei o caldeirão com válvula extratora!! Foi mais fácil pra trabalhar com o mosto desse jeito, com certeza...

Bom, de ingrediente usei o kit da ATurma pra cerveja de trigo. Sobre o método de infusão, optei por simplesmente aquecer a água até os 60C, colocar o cereal, manter temperatura por 30 minutos, depois ir até os 70C e manter por 1 hora.

O processo de fazer o mosto durou das 17:30 até as 20:30. Fiz um Mash-Out no final elevando a temperatura pra 77 graus também. Dessa vez foi mais fácil coar o mosto, densenvovi até uma técnica própria pra fazer isso enquanto não arrumo um fundo falso, aqui vai:

Hehe, coloquei uma peneira no mosto enquanto o mosto ainda tinha uma certa quantidade de água... aí não precisei ficar o tempo todo com a peneirinha batendo o mosto no balde :-).

Infelizmente, depois de separado o mosto, me restava uma quantidade bem inferior aos 22L que havia posto inicialmente pra ferver... Preciso muito aprender a extrair melhor os grãos do mosto...

Separado o mosto, dei continuidade com a etapa de fervura. Nessa etapa acabei usando o caldeirão sem válvula mesmo... Logo que abriu fervura, esperei um pouco e separei um pouco do mosto que estava fervendo colocando-o em um pirex previamente esterelizado, mergulhei o pirex dentro de um prato fundo com água fria pra resfria-lo afim de preparar o starter. Faltando 40 minutos pra o fim da fervura coloquei o lúpulo de amargor, e depois faltando 20 minutos coloquei o aroma, junto com o chiller pra esterilizá-lo.

Relógio já marcava meia noite e dez, quando terminou a fervura. Liguei o chiller - Acho meu chiller muito ineficiente, tem que ficar mexendo ele no mosto pra a água sair morna no outro lado... Derrepente to pensando em arrumar um chiller de contrafluxo pra mim, acho que deve ser melhor...

Mosto resfriado, medi a gravidade que marcava 58 a 25C. Corrigindo dava 59. Daí olhei na tabela pra ver o potêncial dela de álcool e pensei: Ahhh, então essa daí provavelmente vai ficar "da boa"...

É uma pena, que meu objetivo era 20L, porém acabei ficando com uns 14L. O resto ficou retido no cereal. Definitivamente, tenho que diminuir essa perda... Li uns métodos na net, mas não entendi nada... Vou começar a pentelhar nos fóruns... :-(

Depois disso, foi só transferir o mosto pra o barril, e colocar o fermento!! Que 1 hora depois de colocado já parecia ligadão!! :-)


domingo, 27 de janeiro de 2008

1.4 - Ihhh sei não...

O lote foi feito no dia 22, no dia 24 dei uma olhada no barril, pois estava preocupado que o Air-Lock não estava borbulhando. Quando abri o barril o cheiro foi muito bom, lembrava uma Paulaner de aroma intenso. A coloração era um dourado intenso na superfície, porém sem sinais de bolinhas se formando. Mais um motivo de preocupação. Pensei, ou a vedação da tampa superior não tá legal ou não tá fermentando por alguma razão, ou até que a fermentação já teria terminado(hipótese difícil eu acho).

Na figura dá pra ver como tá o aspecto do mosto após cerca de 48 horas... e hoje no dia 27, continua do mesmo jeito. Estou achando que não deve ter fermentado, não sei. Extrai um copo do barril, o gosto não é ruim, lembra muito cerveja de trigo que ficou aberta por muito tempo e perdeu o gás, além disso o gosto tá com um aspecto bem adocicado... Quanto se continha álcool ou não, não consegui identificar pelo paladar.


Tirei mais 250ml pra o densímetro porém mesmo efetuando o teste pra ver se há diferença, não tenho certeza da OG, vez que quebrei o densímetro enquanto media. Mas supondo que a OG tenha sido 27. O densímetro marcou ontem 17 de gravidade(21C). Presumo que algum açúcar tenha sido convertido para álcool, isto é se a OG realmente tá certa(lembrando que quando eu media a OG, no momento que bati o olho - o densímetro quebrou).

De qualquer forma tenho suspeitas que eu tenha sido relaxado ao misturar o starter no mosto muito quente, e tenha matado o fermento... Vamos ver como isso se desenvolve nos próximos dias. Será se ao invés de uma Pale Ale, vou acabar produzindo uma Weiss?! Aqui o aspecto do mosto no copo depois de cerca de 72 horas:

sábado, 26 de janeiro de 2008

1.3 - Mão na Massa - continuação

Jogamos 21 litros de água na panela depois de 21 minutos a água atingiu os 42C, desligamos o fogo e jogamos cereal nela... ligando o fogo de vez em quando com o objetivo de manter a temperatura alvo em 40C por 20 minutos.

Primeira etapa de temperatura concluída, passamos pra próxima temperatura alvo de 60C, demorou 43 minutos pra aquecer dos 40C até os 60C, ficamos por 30 minutos tentando manter a temperatura alvo de 60C, foi meio chatinho manter essa temperatura, teve inclusive uma hora que por distração deixei chegar quase ao 65... mas desliguei a tempo o fogo...

Terminada a etapa dos 60C, demos continuidade ao plano, de atingir os 70C por 30 minutos, que na verdade, acabou sendo 40 minutos... Demoramos 15 minutos pra aquecer a água dos 60C pra os 70C. Após 30 minutos, fizemos um Mash Out elevando a temperatura do mosto para 77C para parar toda atividade enzimática - o que ajuda a preservar o perfil de açucares a serem fermentados.

Terminado essa etapa, colocamos o chiller de imersão pra resfriar o mosto pois não conseguiriamos trabalhar com ele nessa temperatura tão quente... Quando a temperatura atingiu algo suportável pra se trabalhar, demos início a separação da parte líquida da parte sólida do mosto.

Essa separação acabou se revelando um sufoco... Pois, o plano era despejar a tina de cozimento dentro de uma das tinas de fermentação com uma peneira sobre esta, para filtrar o líquido que ia cair... isso se demonstrou impraticável, e isso seria uma verdadeira prova de resistência física para nós.... Embora na simulação com a água tenha dado certo, nesse caso, com os grão inchados pela água, teríamos que parar o processo a cada 10 ou 15 segundos para limpar a peneira....

Por fim acabamos usando utensílios domésticos que relembram o formato de uma pá para retirar a parte sólida do mosto. Demorou, mas deu certo... e no final, conseguimos colocar em prática o plano original, já que tiramos cerca de 70% da parte sólida desse jeito... Deu pra por em prática a idéia de despejar o mosto em um barril com uma peneira entre os dois. Mas mesmo assim acabou sendo tão desprazeroso essa "zica", que no mesmo dia já tratei de começar a providenciar uma tina de cozimento com válvula extratora.

Infelizmente após essa extração super ineficiente do mosto, tinha somente uns 14 litros de mosto... meu objetivo era 20 litros... acabei tomando a decisão de completar os 6 litros faltantes com mais água Prata. Espero que a cerveja não fique fraquinha por conta disso...

Uma vez o mosto coado passamos para a etapa de fervura/lúpulagem do mosto... Panela limpa, jogamos o mosto dentro dela e demos início ao processo de fervura... Após abrir fervura, esperei uns 10 minutos, peguei um pirex esterelizado previamente com água fervendo dentro do micro-ondas, despejei a água fervendo na pia, e coloquei o mosto. Esterilizei o termômetro numa solução com água sanitária. Passado alguns minutos, coloquei a ponta do termômetro dentro do pirex e esperei que atingisse a temperatura de 38C recomendado para a reidratação do fermento na embalagem deste(achei um pouco alto, mas afinal, não vou questionar a embalagem). Atingido coloquei o fermento, e deixei de lado.

Enquanto isso enchemos uma tina de fermentação até a boca com uma solução de água junto com água sanitária, e também mergulhamos a tampa, Air-Lock, TUDO que pudemos imaginar que poderia eventualmente ter contato com o mosto ou ter bactéria próxima do mosto em outra bacia com água sanitária.

Parece que o mosto ferve de forma bem mais vigorosa que a água pura no caldeirão. Joguei o lúpulo de amargor, esperei 15 minutos, coloquei o chiller de imersão dentro do mosto para esteriliza-lo, junto com a fervura, e joguei ao mesmo tempo, o lúpulo de aroma. Passado 15 minutos desliguei o fogo. E iniciei o resfriamento do mosto com o chiller.

Quando o mosto atingiu uma temperatura de cerca de 38C, retiramos o chiller, esvaziamos a tina de fermentação da solução sanitária, a enxaguamos com água que colocamos pra ferver enquanto fervíamos o mosto, tomamos o cuidado de deixar vazar parte da solução sanitária pela torneirinha também afim de eliminarmos qualquer foco de bactéria.

Pelo que havia estudado, nesse momento deveria tomar a leitura do densímetro. Ainda bem que já havia perguntado no fórum da Acerva carioca sobre como fazer uso dele, e o pessoal já havia me dado algumas dicas, mas só consegui entender mesmo na hora quando fui medir a OG.

Então, com a água ainda por volta dos 38C peguei uma panela esterilizada na boca do fogão mesmo, e retirei uma quantidade de mosto e a depositei na proveta de 250ml. Inseri o densímetro olhei, pra ele por 2 ou 3 segundos e CABUM o densímetro já era - formou uma trinca na parte debaixo...!! Consegui reparar que marcava algo entre 22 e 24. Imagino que vou obter uma cerveja com teor alcoólico muito baixo. Corrigindo pela tabela que o Mauro do fórum da Acerva me passou, acho que minha OG deve ter sido 27 ou 28, fora da tabela... haha. Acho que deve ter sido culpa da quantidade de água que adicionei ao mosto antes da fervura pra compensar a perda que ficou retida na extração desastrosa.

Então, despejamos o mosto no fermentador, peguei o pirex com fermento já hidratado e vigoroso e despejei na tina.

Fechamos o fermentador, coloquei o Airlock. Peguei papel filme PVC, espirrei um pouco de água sanitária nele e enrolei em torno da torneirinha, num espiríto bem XÔ bactéria.



Finalmente processo concluído!

Tempo total pra se fazer o 1o. batch: 5 horas e 53 minutos.

1.2 - Mão na massa

Pedi ajuda da Handy pra me auxiliar no que viria pela frente! Hehe... começamos logo após o almoço, havia esquecido de montar o moinho no dia anterior...

A montagem até que foi bem simples, porém o que foi meio chatinho é que tinha uma peça ali que não encaixava muito bem, ela era um pouco grossa em demasia pra entrar por um dos orifícios do moinho... tive que passar logo de início quase meia hora lixando essa pecinha chata ... Até quando ela encaixou....

Feito isso procedemos a moagem do malte... Achei no inicio que ia ser uma tarefa dura moer cinco quilos de malte em um moinho relativamente pequeno... mas a tarefa acabou se revelando relativamente fácil... E eu sempre lembrando do que tinha lido em algum lugar, que a moagem ideal deveria só quebrar o grão... nada muito fino, etc... não entendi se haveria alguma outra razão pra isso além de facilitar a filtragem do mosto... Na verdade até que achei divertido essa etapa...

Depois, quando já havia moído metade do cereal, Handy se voluntariou pra moer o resto, enquanto isso eu fui tratar de instalar o bubler (Air-Lock, borbulhador...) nos barris de fermentação... Tarefa que inicialmente imaginei que uma furadeira iria ser o suficiente... Porém o plástico das tampas dos barris feitas de polipropileno(se não me engano), se revelaram um tanto duras... mesmo pra uma furadeira com uma broca fina tentando perfurar... Tive que fazer mais força do que pra perfurar uma parede... Imaginei que aquilo não daria certo pois dificilmente obteria um furo de tamanho o suficiente para a rolha do Air-Lock, então fiz 3 furos com a furadeira em formato de triângulo o mais próximo possível entre eles... e daí então acendi uma vela sobre a pia, e com o calor dela, aqueci a tampa na região do triângulo... Fiquei surpreso com a facilidade que consegui obter um buraco redondo e relativamente homogênio o suficiente pra encaixar o Air-Lock de modo a proporcionar vedação.

Instalado o air-lock e concluída a moagem dos grão destinado a produção de nossa American Pale Ale ainda não sabia como faria a infusão do mosto, se optaria por um esquema único a 69-70 graus... ou se partiria pra algo descrito pelo John Palmer (autor do livro online) como Método de Infusão Único ou tentaria o método Multi-Rest Mashing , que consiste em fazer o mosto aplicando diversas temperaturas ao cereal misturado à agua em diferentes etapas do processo, sendo que de acordo com ele o esquema 40C-60C-70C graus é um procedimento bem usado...

Pelo que consegui entender a razão disso, em linguagem simples, é que em diferentes temperaturas se extraem diferentes quantidades de subprodutos dos grãos..., assim como que essa extração também depende do PH conforme a figura ao lado retirada do HowToBrew

Acabei optando em fazer o 40C-60C-70C, com isso imaginei que conseguiria produzir uma cerveja de qualidade melhor, embora ache que pra um marinheiro de 1a. viagem eu tenha sido um tanto ousado em tentar mexer/formular procedimentos... Hehehe...

Usei água Prata - razão disso foi que havia visto em algum lugar uma explicação de páginas sobre se determinada água era boa pra fazer tipo X ou Y de cerveja, o autor terminava a explicação da seguinte maneira "na verdade não se preocupe muito com isso, se uma água é gostosa pra se beber, geralmente vai produzir uma cerveja boa...".

Então o plano acabou sendo que a água seria aquecida até os 40C, quando seriam adicionados os grãos(ps. vi num vídeo do youtube que o malte pode ser facilmente inflamável, então é interessante desligar o fogo pra evitar problema...), e essa temperatura seria mantida por 20 minutos. Optei por fazer essa parada nos 40C pois Palmer coloca que ela é benéfica ao rendimento enzimático...

Já quanto a parada aos 60C, e a dos 70C, o plano era de dedicar 30 minutos pra cada uma. Porém acabei não resistindo e prolonguei os 70C para 40 minutos... Razão disso foi que quis dar um paladar mais doce pra o lote... e acontece que aos 70C se produz uma cerveja mais doce e menos fermentável... Se quiser ver mais explicação técnica sobre isso, clique aqui.

Próximo post escrevo mais...!!