sábado, 26 de janeiro de 2008

1.3 - Mão na Massa - continuação

Jogamos 21 litros de água na panela depois de 21 minutos a água atingiu os 42C, desligamos o fogo e jogamos cereal nela... ligando o fogo de vez em quando com o objetivo de manter a temperatura alvo em 40C por 20 minutos.

Primeira etapa de temperatura concluída, passamos pra próxima temperatura alvo de 60C, demorou 43 minutos pra aquecer dos 40C até os 60C, ficamos por 30 minutos tentando manter a temperatura alvo de 60C, foi meio chatinho manter essa temperatura, teve inclusive uma hora que por distração deixei chegar quase ao 65... mas desliguei a tempo o fogo...

Terminada a etapa dos 60C, demos continuidade ao plano, de atingir os 70C por 30 minutos, que na verdade, acabou sendo 40 minutos... Demoramos 15 minutos pra aquecer a água dos 60C pra os 70C. Após 30 minutos, fizemos um Mash Out elevando a temperatura do mosto para 77C para parar toda atividade enzimática - o que ajuda a preservar o perfil de açucares a serem fermentados.

Terminado essa etapa, colocamos o chiller de imersão pra resfriar o mosto pois não conseguiriamos trabalhar com ele nessa temperatura tão quente... Quando a temperatura atingiu algo suportável pra se trabalhar, demos início a separação da parte líquida da parte sólida do mosto.

Essa separação acabou se revelando um sufoco... Pois, o plano era despejar a tina de cozimento dentro de uma das tinas de fermentação com uma peneira sobre esta, para filtrar o líquido que ia cair... isso se demonstrou impraticável, e isso seria uma verdadeira prova de resistência física para nós.... Embora na simulação com a água tenha dado certo, nesse caso, com os grão inchados pela água, teríamos que parar o processo a cada 10 ou 15 segundos para limpar a peneira....

Por fim acabamos usando utensílios domésticos que relembram o formato de uma pá para retirar a parte sólida do mosto. Demorou, mas deu certo... e no final, conseguimos colocar em prática o plano original, já que tiramos cerca de 70% da parte sólida desse jeito... Deu pra por em prática a idéia de despejar o mosto em um barril com uma peneira entre os dois. Mas mesmo assim acabou sendo tão desprazeroso essa "zica", que no mesmo dia já tratei de começar a providenciar uma tina de cozimento com válvula extratora.

Infelizmente após essa extração super ineficiente do mosto, tinha somente uns 14 litros de mosto... meu objetivo era 20 litros... acabei tomando a decisão de completar os 6 litros faltantes com mais água Prata. Espero que a cerveja não fique fraquinha por conta disso...

Uma vez o mosto coado passamos para a etapa de fervura/lúpulagem do mosto... Panela limpa, jogamos o mosto dentro dela e demos início ao processo de fervura... Após abrir fervura, esperei uns 10 minutos, peguei um pirex esterelizado previamente com água fervendo dentro do micro-ondas, despejei a água fervendo na pia, e coloquei o mosto. Esterilizei o termômetro numa solução com água sanitária. Passado alguns minutos, coloquei a ponta do termômetro dentro do pirex e esperei que atingisse a temperatura de 38C recomendado para a reidratação do fermento na embalagem deste(achei um pouco alto, mas afinal, não vou questionar a embalagem). Atingido coloquei o fermento, e deixei de lado.

Enquanto isso enchemos uma tina de fermentação até a boca com uma solução de água junto com água sanitária, e também mergulhamos a tampa, Air-Lock, TUDO que pudemos imaginar que poderia eventualmente ter contato com o mosto ou ter bactéria próxima do mosto em outra bacia com água sanitária.

Parece que o mosto ferve de forma bem mais vigorosa que a água pura no caldeirão. Joguei o lúpulo de amargor, esperei 15 minutos, coloquei o chiller de imersão dentro do mosto para esteriliza-lo, junto com a fervura, e joguei ao mesmo tempo, o lúpulo de aroma. Passado 15 minutos desliguei o fogo. E iniciei o resfriamento do mosto com o chiller.

Quando o mosto atingiu uma temperatura de cerca de 38C, retiramos o chiller, esvaziamos a tina de fermentação da solução sanitária, a enxaguamos com água que colocamos pra ferver enquanto fervíamos o mosto, tomamos o cuidado de deixar vazar parte da solução sanitária pela torneirinha também afim de eliminarmos qualquer foco de bactéria.

Pelo que havia estudado, nesse momento deveria tomar a leitura do densímetro. Ainda bem que já havia perguntado no fórum da Acerva carioca sobre como fazer uso dele, e o pessoal já havia me dado algumas dicas, mas só consegui entender mesmo na hora quando fui medir a OG.

Então, com a água ainda por volta dos 38C peguei uma panela esterilizada na boca do fogão mesmo, e retirei uma quantidade de mosto e a depositei na proveta de 250ml. Inseri o densímetro olhei, pra ele por 2 ou 3 segundos e CABUM o densímetro já era - formou uma trinca na parte debaixo...!! Consegui reparar que marcava algo entre 22 e 24. Imagino que vou obter uma cerveja com teor alcoólico muito baixo. Corrigindo pela tabela que o Mauro do fórum da Acerva me passou, acho que minha OG deve ter sido 27 ou 28, fora da tabela... haha. Acho que deve ter sido culpa da quantidade de água que adicionei ao mosto antes da fervura pra compensar a perda que ficou retida na extração desastrosa.

Então, despejamos o mosto no fermentador, peguei o pirex com fermento já hidratado e vigoroso e despejei na tina.

Fechamos o fermentador, coloquei o Airlock. Peguei papel filme PVC, espirrei um pouco de água sanitária nele e enrolei em torno da torneirinha, num espiríto bem XÔ bactéria.



Finalmente processo concluído!

Tempo total pra se fazer o 1o. batch: 5 horas e 53 minutos.

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