segunda-feira, 31 de março de 2008

3.1 - Dunkelbier


Hehehe quem diria que meu lote 3 iria acabar virando uma falsa Dunkel...

Pois é isso que aconteceu, o excesso de CARAFA III foi o grande vilão responsável por isso. Mas o importante é que dá pra ver alguma evolução em relação aos lotes anteriores.

Engarrafei ela no domingo (dia 15/03), como priming acabei usando açúcar 8g por litro. Hoje já é dia 19, já tá com um gás bacana. Segue a foto da aparencia final desse lote!!


Esse lote teve um certo probleminha. A fermentação "travou", mesmo sacudindo o fermentador, nada de ir pra frente. Então acabou ficando um pouco doce.

Porém depois de 15 dias, parece que tá melhor, menos doce, e dá pra sentir mais o lúpulo, acho que a vida na garrafa tá evoluindo.

quarta-feira, 19 de março de 2008

4.1 - Super Aroma

A satisfação desse lote foi muito boa! Definitivamente, consegui obter algo que gostei muito!! A atenuação foi ótima, coisa em torno de 83% de acordo com o BeerTools!! Pra mim e pra a maioria das pessoas o gosto ficou muito bom! A cor tá dentro do padrão. Fiquei muito contente com esse último lote!

O lote foi engarrafado na segunda feira (17/03), hoje 19/03 abri uma. O gosto tá maravilhoso, embora ela ainda esteja fraca de gás. Nada que mais uns 3 ou 4 dias não resolva...

O aroma da cerveja tá muito bacana também, e dá pra sentir melhor os sabores pelos quais o fermento foi responsável. Alguma pessoas (principalmente o pessoal da Acerva achou muito esterificada, e pelo visto não gostou muito da turbidez também). Mas afinal o objetivo é homebrewing, e não professional brewing.

Acho que a turbidez pode ser explicada pela falta de um chiller bom e pela falta de baixar a temperatura antes de envazar... Talvez no próximo lote já vou aperfeiçoar isso. Principalmente com o chiller de placas(Shirron) que comprei mas não instalei ainda...

Nesse lote acabei usando a técnica do azeite na hidratação do fermento. Acredito que isso deva ter ajudado em muito na atenuação!! Na verdade se trata da minha melhor atenuação até o momento, que como já disse foi coisa de 83%. De teor alcoólico ela acabou ficando com 4.8 %

Ahh nesse lote eu também estou fazendo um experimento! Engarrafei 50% dele usando como priming açúcar branco, e outros 50% usando alta maltose. Quero fazer depois uma degustação pra comparar a diferença no sabor/aroma.


obs. A foto podia ficar melhor... Acho que esse copo não ajuda muito...

quarta-feira, 5 de março de 2008

4.0 - Brown Ale T58

2 de Março

Ok, preciso dar um jeito de otimizar a produção de cada lote. Cada lote pra se produzir ultimamente demora um bocado... Perco um tempão pra esquentar a água usando fogão doméstico, assim como pra resfriar usando um chiller de imersão. Esse chiller de imersão que eu comprei, definitivamente, acho que não valeu muito apena não. Demora demais pra resfriar. E ainda por cima quando chega a uns 35 - 40 graus ele meio que deixa de funcionar. Isso sem falar que têm que ficar mexendo ele o tempo todo senão ele não funciona.

Outra coisa que demora é a lavagem. Se alguem tiver alguma técnica/sistema bacana pra otimizar isso, me avisa!!

Nesse lote, quis fazer uma cerveja mais dentro do estilo Brown Ale. O lote 3, embora o BeerTools acusasse tá dentro das características em termos de cor/gravidade/amargor, ele não indica se um grão se encaixa no perfil de sabor daquele estilo ou não. Dessa vez fiz o download do guia da BJCP e dei uma lida. Ela descreve o sabor do estilo Northern Brown Ale da seguinte forma:

Gentle to moderate malt sweetness, with a nutty, lightly caramelly character and a medium-dry to dry finish. Malt may also have a toasted, biscuity, or toffee-like character. Medium to medium-low bitterness. Malt-hop balance is nearly even, with hop flavor low to none (UK varieties). Some fruity esters can be present; low diacetyl (especially butterscotch) is optional but acceptable.

E em termos de ingredientes:

English mild ale or pale ale malt base with caramel malts. May also have small amounts darker malts (e.g., chocolate) to provide color and the nutty character. English hop varieties are most authentic. Moderate carbonate water.

Depois de ler uma descrição dessa e pensar peraí como obter isso... é complicado. Primeiro que não tenho malte pale ale em meu estoque, o caramelo e o chocolate até tenho alguns grãos. Decidi que o negócio era compensar com mais maltes do tipo caramelo.

Como da pra ver se trata de uma cerveja mais delicada, nada comparável ao lote 3 com 150 gramas de CARAFA III pra 20 litros. Esse grão imprime sabor e cor em demasia, têm que usar com cuidado nesse estilo.

Desse modo a receita do lote 3 acabou evoluindo pra seguinte forma:

4kg Malte Pilsen
300g Melanoidina
300g Carahell
250g Caraaroma
25g Carafa III

16g Columbus 40min antes do fim da fervura
16g Mt.Hood 10 min antes do fim da fervura
5g Mt.Hood 5 min antes do fim da fervura


Infelizmente aqui no Brasil não temos a variedade de grãos pra homebrewing encontrados em outros lugares, o que torna mais difícil obter o estilo desejado, então acaba sendo necessário se trabalhar com o que se tem disponível.

A brassagem foi realizada a 68 graus com algumas quedas próximo ao final até 65. E teve duração de 90 minutos.

Dessa vez fui paranóico com a temperatura pra não deixar sobreaquecer. Principalmente no final do processo em que a temperatura começa a cair, e acaba sendo necessário ligar o fogão, tendo que mexer bastante o caldeirão. Se vacilar cria com facilidade alguma "zona de calor diferenciada" no fundo do caldeirão!!

Na foto acima da pra ver meu novo termômetro. Um termômetro digital estilo sonda. Ele mede a temperatura na ponta, e a vantagem dele é que ele consegue chegar no fundo do caldeirão e mostrar a temperatura lá em baixo... Nessa foto dá pra ver que já tava mais no final da brassagem vez que já tava na hora de dar uma aquecidinha no mosto.

A relação de água usada em relação a quantidade de cereal foi de 2.5L de água pra cada 1 Kg de cereal. Acho que pra usar a bazooka facilita trabalhar com um mosto de maior densidade. No próximo lote vou baixar um pouco mais isso para algo como 2.2 a 2.4.

Feito o mosto, hora da recircualação/lavagem. Minha bazooka caseira dessa vez deu um pouco de trabalho. To achando que ela tá um pouco comprida demais e a ponta dela fica querendo "boiar" - principalmente nesse lote em que mexi bastante nas vezes que liguei o fogo. Esse "mexe-mexe" é ruim pra Bazooka. Acho que vou diminuir o tamanho dela. Embora ela ainda esteja funcionando super bem apesar desse pequeno inconveniente. No momento a técnica que estou usando é de batch sparging. Não sei se derrepente fly sparging é mais rápido também... embora eu acho que deve ser preciso mais apetrechos.

Foram extraídos no total 30 litros de mosto. Este por sua vez foi fervido por pouco mais de 2 horas até esse volume ser reduzido pra algo em torno de 21 litros. Os lúpulos foram jogados no tempo programado também. Só esqueci de jogar o whirlfloc no final do processo pra ajudar a deixar o mosto mais limpinho. Mas tudo bem, não é o fim do mundo.

O resfriamento durou horas... Depois o mosto foi transferido pra a tina de fermentação, porém ainda tava quente. Em torno de 36 graus... Só depois de umas 2 ou 3 horas, ele diminuiu a temperatura pra coisa de 28 graus, quando o starter foi posto.

Hoje já é dia5, segue a foto de como tá indo a fermentação, o cheiro é sensacional!!

domingo, 2 de março de 2008

-.- - Azeite vs Aeração

Tem havido certa euforia em alguns fóruns sobre o uso do Azeite no lugar da aeração do mosto, ainda não testei isso mas pretendo logo em breve... Pra quem se interessar mais pelo assunto pode ler esse tópico no fórum da NorthernBrewer.

Também têm esse outro link de um experimento que fizeram comparando 2 lotes lado a lado, porém o cara acaba esquecendo de por água suficiente no AirLock do fermentador que tá com o azeite. Mas mesmo assim dá pra ter uma idéia que indica que o azeite da pra ser usado como um substituto ao processo de aeração.

Existe ainda, uma dissertação da qual tomei conhecimento através de um post do Ricardo Rosa no fórum da Acerva carioca, que se trata de um estudo sobre a substituição total da aeração pela adição de azeite.

Em linguagem simples: de acordo com o Geronimo do fórum da Northern Brewer, o que ocorre é que o azeite fornece as cadeias moleculares que o fermento precisa pra se multiplicar sem a necessidade que este tenha de fabricá-las por conta própria. Desse modo o oxigênio deixa de ser necessário para a fase de crescimento do fermento.