segunda-feira, 19 de maio de 2008

7.0 - Am.PaleAle

Não só eu, mas como diversas pessoas tem percebido que em algumas levas ficou um certo aroma residual idêntico dando a impressão que as diversas cervejas diferentes, possuem o mesmo aftertaste. Existe um certo consenso por conta de quem bebeu que deve ser por culpa do lúpulo Mt. Hood que ando usando. Portanto fiz esse lote só com uma adição de lúpulo Columbus, próximo ao início da fervura. Desse modo o objetivo é confirmar se o Mt. Hood é vilão ou vítima.

Brassagem: 27/04

Foi formulada uma receita no BeerTools para American Pale Ale. Segue a receita ajustada para 14 litros:

2kg Pale Ale
1kg Pilsen Malt
150gr Açúcar
150gr Açúcar mascavo
12g Carafa III
13g Lúpulo Columbus a 50min. do fim da fervura.
Fermento US-05
PH 5.2 Stabilizer.

Foi feita a brassagem a 65 graus por 1 hora, depois foi dado início a lavagem. Dessa vez experimentei não usar a bomba de recirculação que tenho desde o 3o. lote (ainda não postei foto dela em uso, sempre esqueço, talvez um vídeo dela funcionando em breve). A idéia de não usar a bomba era observar se haveria diferença no processo, e ver se fazendo a lavagem/recirculação mais lentamente com uma jarra, eu não conseguia economizar algum tempo. Mas.... o que acabou acontecendo: me limitei a gastar coisa de 1h nesse processo(pois querendo ou não acho que a lavagem é a parte mais chata de fazer cerveja). Aconteceu que acabei obtendo muitos resíduos de malte no mosto pré-fervura. Feita a lavagem, procedimentos normais ao meu método atual...


Update 09/05

Hoje já fazem 12 dias. A camada de espuma grossa(krauesen) já se dissolveu porém estou achando muito estranho que o fermento não quer descer pra o fundo do fermentador...


Update 12/05

Decidi passar a cerveja pra o fermentador secundário, livrando o lote de todo esse fermento estranho que não tá descendo de jeito algum.

Update 15/05

Cansei de esperar. Decidi engarrafar. Também quis testar a técnica da gelatina, que consiste em usar aquela gelatina pura pra ajudar o fermento ir pra o fundo do fermentador, e depois engarrafar. A FG desse lote foi 1,0010. Atenuação de 77%. Foi utilizado a técnica do azeite nele.

Update 22/05

Abri a primeira garrafa, a gaseificação já tá legal, usei coisa de 9 ou 10 gramas de açúcar por litro. Acho que ficou legal de gosto, talvez um pouco sem personalidade. Mas mesmo assim tá bem legal. Cheguei a ficar preocupado com ela estranhando o fato do fermento não descer, porém acho que foi preocupação boba. O resíduo do malte da lavagem nessa técnica diferenciada que usei dessa vez acabou passando para a garrafa, mas nada que com um pouco de técnica dê pra deixar na garrafa sem levar pra o copo. Segue a foto final da cerveja:



domingo, 18 de maio de 2008

5.1 - Pale Ale... Gaseificação Sofrida

4 de maio:

Ok. Há alguma coisa de errado com a gaseificação. Faz mais ou menos um mês que esse lote foi engarrafado e ainda tá muito fraco de gás. Ando acompanhando o desenvolvimento dela e tá evoluindo muito lentamente. Vou deixar esse lote encostado, daqui dentro de no mínimo 2 semanas ou talvez até somente daqui 1 mês vou mexer nele novamente pra ver como fica.

No que experimentei, parece que a cerveja ficou com um aroma de cereal forte. Vamos ver o que acontece.

18 de maio:

Carbonatou, não tá jorrando da garrafa, mas agora têm gás, em quantidade ok. O aroma de cereal não percebi mais. Acho que evoluiu bem, tá ficando legal! Segue no post a foto do aspecto dela.


sábado, 17 de maio de 2008

6.1 - Belgium Ale update

Data: 14/04


Depois de mais de 1 mês maturando no secundário, engarrafei esse lote. Provei um pouco, dele, mesmo sem gás, realmente, o mel parece esconder totalmente o lúpulo(já havia usado um pouco a mais de lúpulo na formulação da receita vez que já havia sido alertado pra isso...), ta parecendo um licor de gosto muito agradável. Vamos ver como vai ficar com a evolução na garrafa... a FG ficou em 20. Atenuação de 76%. Teor alcoólico 8.3%. Segue a foto do fundo do fermentador secundário ao fim do envase. Ta meio misturado o resto, pois acabei sacudindo o fermetador, vez que já havia terminado o envaso aí misturou o trub... Mas o que quero dizer é que percebi que usar um secundário ajuda muito a tirar o excesso de fermento da cerveja pra deixar ela mais clarinha. Meus primeiros lotes não tiveram o secundário, e ficaram bem turvos por conta do excesso de fermento "boiando". Além disso é bacana por umas 30h antes de engarrafar o fermentador secundário na geladeira, pra ajudar o fermento baixar mais ainda.



ps. o lote JR, ficou bacana, porém super lupulado. Já o engarrafei a várias semanas. O cheiro é "chá de lúpulo" haha. Mas pra quem curte cerveja tá boa, algumas pessoas deram um feedback que gostaram. Mas realmente que ficou cheia de personalidade o chá de lúpulo, isso ficou :-)

ps2. O lote JR, não têm absolutamente nada a ver com o lote 6 original a cor é bem clarinha. Totalmente diferente. Embora tenham sido frutos da mesma extração, uma com alta gravidade(original) e outra(JR) com a "sobra" do lote mãe adicionada a esta um pouco de açúcar. Além disso, a lupulagem diferenciada deixou bem aromática a cerveja. O lote júnior ficou com 3.8% de álcool. Gostaria de ter uma foto da Belgium Ale pra mostrar, porém como ainda não me atrevi abrir alguma garrafa dela, segue por hora somente a foto do aspecto do lote 6-Júnior: